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Pol√≠cia Civil intercepta embarca√ß√Ķes de luxo e interrompe evento com participantes brasileiros e estrangeiros

Passeio j√° durava cinco dias e medidas sanit√°rias contra a Covid-19 eram desrespeitadas

Por Anderson Cleuber em 07/04/2021 às 10:32:33
FOTOS: Divulgação / PC-AM

FOTOS: Divulgação / PC-AM

A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) interceptou, no início da noite desta ter√ßa-feira (06/04), tr√™s embarca√ß√Ķes de luxo. Em uma delas, denominada Ana Beatriz 1, era realizado, h√° cinco dias, um evento com a participa√ß√£o de turistas brasileiros e estrangeiros. Cerca de 60 pessoas desrespeitavam medidas de preven√ß√£o à Covid-19, como uso de m√°scara e distanciamento social. Todos foram conduzidos à delegacia para investiga√ß√£o do crime de descumprimento de medidas sanit√°rias, artigo 268 do Código Penal.

"Boa parte deles é estrangeira, e vieram provavelmente para conhecer a Amazônia, mas em um contexto muito triste. Nós estamos batalhando, vidas est√£o sendo perdidas, a polícia est√° na rua para coibir esse tipo de coisa para que a gente passe rapidamente pela pandemia. Mas, infelizmente, algumas pessoas insistem em desobedecer", ressaltou Bruno Fraga, diretor do Departamento de Repress√£o ao Crime Organizado (DRCO).

Ele destaca que todos os participantes ser√£o ouvidos. "Flagramos diversas pessoas realizando uma festa, a grande maioria sem m√°scaras, consumindo bebidas e desrespeitando o decreto estadual. V√£o ser conduzidos à delegacia, vai ser feito um Termo Circunstanciado de Ocorr√™ncia (TCO), todas as pessoas que estavam praticando essa aglomera√ß√£o v√£o ser levadas para a delegacia, v√£o ser ouvidas e todos v√£o ser responsabilizados", acrescentou Bruno Fraga.

As outras duas embarca√ß√Ķes, chamadas Mano Zeca e Hélio Gabriel, acompanhavam o barco onde era realizado o evento, mas sem a presen√ßa de passageiros. De acordo com o convite da festa, denominada "Imers√£o na Amazônia", o roteiro previa visita a comunidades tradicionais ribeirinhas e indígenas.

"Nós constatamos estrangeiros das mais diversas nacionalidades, brasileiros também, pessoas de diversos cantos do país, de alto poder aquisitivo, com acesso à informa√ß√£o. Eles est√£o desde o dia 2 de abril navegando, passaram por comunidades indígenas. Nós vemos muitos estrangeiros falando sobre a nova cepa aqui no Amazonas, est√° todo mundo criticando, quando na verdade nós sabemos da fragilidade dos nossos índios em contato com pessoas de fora, principalmente em uma situa√ß√£o dessas", destacou o delegado Juan Valério, coordenador do Grupo Fera.

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