Postado em 01/07/2021

Depois de negar 'gabinete paralelo', Wizard se recusa a responder a senadores

Fecomercio

Amparado por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário Carlos Wizard compareceu à CPI da pandemia nesta quarta-feira (30) e se recusou a responder as perguntas do senadores. Após falar por cerca de 20 minutos e negar participação em um "gabinete paralelo" de aconselhamento do presidente da República sobre a pandemia, Wizard disse que usaria seu direito constitucional de permanecer em silêncio diante da comissão. Senadores criticaram a postura do depoente. "Me reservo ao direito de permanecer em silêncio", a frase foi repetida por dezenas de vezes por Wizard diante das perguntas dos senadores.

Para o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), a negativa de Wizard de responder aos senadores é mais um motivo para a não liberação do passaporte do depoente, "pois são muitas as perguntas a serem feitas". O presidente, Omar Aziz (PSD-AM), disse que ele poderia ficar em silêncio em uma pergunta que pudesse incriminá-lo e criticou Wizard. - Se continuar a falar "me reservo ao direito de permanecer em silêncio", seria melhor ele colocar um gravador - disse Aziz.

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